sábado, 13 de julho de 2013

Depoimento: Victória, Ciência da Computação, UFRGS

Olá, me chamo Victória Simonetti, faço Ciência da Computação na UFRGS e vou contar um pouquinho sobre a minha escolha por esse interessante curso.

Lembro que uma vez li: “Ciência da Computação é a plataforma para a criatividade”. Talvez essa frase defina o porquê de ter escolhido esse curso. Mas minha trajetória não teve um início muito comum, gostava muito da área da saúde e acabei cursando enfermagem, no meu terceiro semestre comecei a perceber que as coisas não iam bem, pois estava ficando muito envolvida com um projeto de informática na área da saúde e o curso já não me interessava mais. Além disso, a rotina e o rigor que a profissão de enfermagem (e qualquer área da saúde) exige começavam a me incomodar.

Como já havia gostado do pouco que vi no projeto, larguei a enfermagem e resolvi fazer o curso de Ciência da Computação, com objetivo ainda de ajudar a minha antiga área, a saúde, só que agora com uma percepção diferente, com conhecimentos que obtive na enfermagem e os recursos que a computação proporciona.
Muitas vezes sonhamos em trabalhar numa determinada área que requer um perfil que não temos. Mas na computação você sempre pode encontrar uma atividade que gosta e ainda contribuir com aquilo que você sonha!  :)


 Eu e meu primeiro jogo criado em dupla na disciplina de Algoritmos e Programação

terça-feira, 9 de julho de 2013

Depoimento: Débora, Ciência da Computação, UFRGS


Então, pessoal! Minha história na computação começa por volta de 2004, quando cursava Biologia (SIM!) na UFRGS e comecei a me interessar pela área. Conheci alunos da computação, comecei a usar a internet com frequência...e eu dizia super brincando que ainda ia fazer computação. Mal imaginava eu que era verdade! Me formei em Ciências Biológicas no final de 2006; entrei no Mestrado em Genética e Biologia Molecular em março de 2007, mas logo nos primeiros meses de mestrado eu já sabia que deveria trocar de curso. Estudei "na manha" e acabei passando no vestibular em 2008/1. Faltando ainda um ano de mestrado (com bolsa, dedicação de 40 horas/semana!), cursei apenas duas disciplinas da CiC em 2008; defendi o mestrado em março/2009 e me joguei na CiC =D 

Só tenho a dizer que foi a melhor decisão da minha VIDA! Estou completamente feliz no novo curso. As cadeiras são dificílimas...tu sofre pra aprender a programar se tu nunca viu aquilo na vida! Mas, depois que se pega o jeito, só vai, e programar se torna prazeroso....e não existe melhor recompensa do que ver a "coisa funcionando"!!! Mesmo que seja uma tela preta com letrinhas brancas no 1º semestre ;)



  
Me formo no final deste ano e trabalho há cerca de 3 anos como desenvolvedora em um projeto para a empresa Vivo, situado no próprio Instituto de Informática da UFRGS. Acima, eu no trabalho =). Programo em Java para Android e C# (Windows), em softwares que realizam medição da rede, utilizado pela Vivo para verificação de qualidade da rede 3G.

Recomendo o curso para todas. As oportunidades de trabalho são amplas e variadas; somos profissionais necessários em qualquer área!!  Podemos trabalhar como programadores, gerentes de projeto, testadores, analista de requisitos, entre outras opções...sendo muito fácil adequar gosto pessoal e personalidade.


sábado, 6 de julho de 2013

Depoimento: Paula, Ciência da Computação, UFRGS

Oi, pessoal, tudo bem? Bom, meu nome é Paula Burguêz e eu sou aluna de Ciência da Computação na UFRGS. Vou contar pra vocês um pouquinho da minha trajetória na computação :)

Minha história começou em 2007, quando eu comecei o Curso Técnico de Informática. Até aquele momento, eu só sabia que seguiria nas exatas, mas ainda não tinha definido o curso. Por isso, considero as aulas de programação o primeiro divisor de águas na minha carreira. No primeiro dia, o professor mostrou um formulário simples com alguns botões e disse que nós aprenderíamos a implementar as funcionalidades deles. Não preciso dizer que achei o máximo, né? Foram necessárias apenas mais algumas aulas, ou melhor, apenas mais alguns desafios de lógica e trechos de código, para que eu já estivesse pesquisando sobre a computação e decidindo o meu curso no vestibular.

Em 2009, eu comecei o curso de Ciência da Computação na UFRGS. Não posso negar que o curso não era exatamente o que eu imaginava, mas garanto que a minha surpresa foi positiva. No começo, estranhei algumas disciplinas, como cálculo, já que não muitas delas não têm uma aplicação prática de imediato. Com o tempo, eu fui percebendo que a computação é uma ciência muito ampla, que vai além do computador como a maioria das pessoas conhece. Acredito que o começo do curso pode assustar um pouco porque essa percepção é gradativa, o que torna o conceito da computação difícil de ser totalmente assimilado no primeiro ano.

Cursar computação é como cursar qualquer outro curso, com dificuldades em algumas disciplinas e facilidade em outras, ou alguns conteúdos mais ou menos atrativos que outros. Acredito que é fundamental que o aluno tenha consciência de que, por menor que seja seu interesse em determinadas cadeiras, as disciplinas obrigatórias são o conhecimento básico que um cientista precisa ter, mesmo que não pretenda seguir carreira na área.

Quanto a imagem do curso, não posso negar que eu tinha a mesma imagem que todo mundo de fora tem. Acredito que esse pré julgamento seja o maior desmotivador para as pessoas, principalmente para as meninas. Mas a computação não é exatamente assim. Como em todos os lugares, existem vários perfis, tanto de mulheres quanto de homens. Durante o curso, tivemos diversos momentos fora da sala de aula, como churrascos, campeonato de futebol, festas, congressos, e por aí vai.

Felizmente, não tive nenhuma experiência constragedora ou desagradável pelo fato de ser mulher, nem na universidade, nem em ambientes de trabalho. É óbvio que eu já ouvi muita piada quanto a isso, mas nada que eu tenha me sentido discriminada. Como tudo na vida, nem sempre as pessoas se dão conta dos limites de uma brincadeira, mas acho que o bom senso e um pouco de paciência funcionam em muitas situações. Quando isso não é o suficiente, acredito que o mais importante é que as meninas lembrem que não estão sozinhas. Conversar com colegas e professoras pode ser uma boa solução para decidir como lidar com certas situações.

Ao longo do curso, são muitas as oportunidades que aparecem na nossa área. Quanto a bolsas e estágios, fui bolsista de monitoria e do Setor de Comunicação do Instituto de Informática, e trabalhei em uma das empresas encubadas no CEI, a Solid Invent. Apesar de terem sido experiências curtas, me fizeram crescer muito, tanto como pessoa quanto como profissional. Quanto a estudar no exterior, em 2012, fui para os Estados Unidos, uma experiência quase indescritível. Sabe tudo aquilo que dizem sobre viver em outra cultura, em um país diferente, longe de casa? Eu não tinha idéia do quanto era verdade, do quanto era possível crescer, aprender e se surpreender com uma experiência dessas. De maio a agosto, durante o verão, estagiei na Vermeer Corporation, outra oportunidade incrível. Posso contar mais sobre isso em outro post, mas quero deixar registrado aqui o meu total apoio a quem pensa em fazer um intercâmbio, seja o tempo e o país que for. Quem tiver essa oportunidade, não deixe escapar, não tenha medo do que é novo, diferente. Garanto que vale muito a pena.

Bom, então essa é minha experiência até o momento. Hoje, estou no penúltimo semestre do curso, com formatura prevista para o final do ano. São várias as oportunidades na nossa área, por isso eu ainda não decidi exatamente o que será o próximo passo. Qualquer dúvida, dicas ou maiores detalhes que precisarem, entrem em contato comigo ou deixem comentários no post. Será um prazer ajudar! Fica aqui também o meu apoio a todos que quiserem investir na computação, a melhor profissão do mundo! :)

terça-feira, 2 de julho de 2013

Nova seção: depoimentos!

Essa semana iremos iniciar uma nova seção do blog: depoimentos! Nessa seção, vamos divulgar histórias de alunas, professoras e outras profissionais da área sobre suas trajetórias na computação. O objetivo é dividir essas experiências e enriquecer nossa discussão, assim como incentivar outras mulheres a investirem na área. Vamos começar com depoimentos das adminstradoras do blog e nossos contatos mais próximos, para motivar outras pessoas. Divida você também sua experiência conosco! Entre em contato e será um prazer publicar sua história. Esperamos que gostem dessa seção. Fiquem ligadas no nosso blog!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Por que tão poucas???


Homens e mulheres não concordam sobre os motivos pelos quais a área de TI é menos atraente para as mulheres


Não são poucas as pessoas tentando entender porque há tão poucas mulheres em nossa área. Hoje o post é sobre uma pesquisa que mostra alguns destes motivos. 

A pesquisa foi feita com 512 funcionários de TI na Inglaterra, 199 mulheres e 313 homens. Os 3 motivos mais citados pelos homens foram: 

- 1º: O curso só teria "nerds" 
- 2º: Haveria uma reocupação com relação a ser a única mulher no time/na aula
- 3º: Uma cultura típica masculina seria dominante no ambiente


E, pelas mulheres:

- 1º: Uma cultura típica masculina seria dominante no ambiente 

- 2º: Haveria uma reocupação com relação a ser a única mulher no time/na aula 

- 3º: Mulheres teriam q trabalhar mais para ter sucesso

 

Ainda, é interessante notar que as mulheres que estão efetivamente na área, além de estarem satisfeitas (92%), indicariam a carreira para outras mulheres (9 em cada 10!).
 
No gráfico abaixo podemos ver os 8 motivos citados e o número de homens e mulheres que os selecionou.



Um fator preocupante é que, 2 entre cada 3 mulheres (65%), relata já ter se sentido discriminada em seus empregos por causa do seu gênero. Se você possui alguma história de preconceito sofrido, compartilhe com a gente!

Leia a matéria original aqui