domingo, 30 de junho de 2013

Afinal, por que esse assunto é tão importante?

A maioria de vocês deve estar se fazendo essa pergunta: por que esse é um assunto tão importante? Embora isso não seja muito discutido no Brasil, já existem vários estudos nessa área no exterior, e as estatísticas não são boas. O número de mulheres na computação, que sempre foi inferior ao de homens, tende a diminuir a cada ano. Nesse post, trazemos um compacto de uma matéria divulgada na Folha de São Paulo, em março de 2013, que é uma tradução de um texto do New York Times.

'Mulheres são minoria em segmento que muda o mundo: a computação', diz professora

Isabelle Aleksander, 16, passa horas escrevendo códigos de computador e pretende se tornar engenheira. Sua paixão mais recente é o Raspberry Pi, um computador de baixo custo, do tamanho de um cartão de crédito, desenvolvido para ajudar a ensinar programação. Quando ela contou sobre isso ao seu melhor amigo, a reação dele a surpreendeu. "Ele falou: 'Ei, como você sabe sobre isso? Você é menina, não deveria fazer isso'", contou a estudante.

Ela e sua amiga Honey Ross, 15, estão entre as poucas meninas do colégio particular King Alfred School, na zona norte de Londres, que se interessam muito por tecnologia. As duas dizem que entendem a razão disso: vista por quem está de fora, a computação pode parecer algo desinteressante que é praticado principalmente por garotos nerds.

De acordo com a agência de estatísticas Eurostat, 20% das pessoas que trabalham no setor tecnológico britânico são mulheres. Parmar cita a cifra de 17%. Não é muito diferente da média da União Europeia, 21,8%, ou dos Estados Unidos, 24% - neste último caso, uma queda em relação aos 36% de 1991, segundo o Centro Nacional para Mulheres e Tecnologia da Informação, da Universidade do Colorado em Boulder.

Parmar acha que o problema é em parte de imagem. Quando sua equipe pediu a crianças que desenhassem uma pessoa que trabalha com tecnologia, todas fizeram desenhos de homens, em muitos casos nerds e de cabelos desgrenhados.

Quando meninas adolescentes ou pré-adolescentes vão a aulas de computação, muitas vezes são as únicas meninas na sala. "Mesmo meninas que se saem bem em matemática acabam desistindo. Não querem se sentir deslocadas", diz Marina Larios, presidente da Associação Europeia para Mulheres na Ciência, na Engenharia e na Tecnologia.

Leia a matéria na íntegra aqui.

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Sejam bem-vindas ao nosso blog, meninas! Esse espaço é resultado de uma mobilização de alunas e professoras da UFRGS para discutirmos sobre "Mulheres na Computação". O objetivo do blog é debater o assunto, trocar experiências e incentivar outras meninas a escolherem ou não desistirem da área. O espaço é aberto para todas as mulheres de qualquer lugar do Brasil, tanto aquelas que já estão estudando ou atuando na área, quanto as que estão em dúvida e gostariam de conhecer um pouco mais sobre o curso. Esperamos construir um ambiente acolhedor, que posso esclarecer dúvidas e enriquecer essa discussão tão importante. Participem!